COMO É PRODUZIDA A CERÂMICA?


   Olá pessoal! No último post tratamos sobre os diversos segmentos industriais catarinenses, em especial o da Cerâmica, que escolhemos por estar muito presente em nossa região e em nosso cotidiano.

        Para nos aprofundarmos ainda mais, nós da Equipe Le Lords fizemos uma visita a uma das maiores fabricantes de cerâmica de revestimento do estado para conferir de perto como é feita toda a produção nesse segmento.

      
Por motivos de segurança, fomos orientados a utilizar capacete, protetores auriculares e óculos durante todo o processo.

    Não fomos autorizados a tirar fotos ou filmar o processo, mas tentaremos relatar tudo da melhor maneira possível.

           



            No primeiro estágio de nossa visita fomos levados aos galpões onde são estocadas as matérias-primas que darão origem aos produtos. A argila vem de jazidas da região e é trazida por caminhões.  Ela é então pesada e dosada para ser enviada aos moinhos, onde após algumas horas será obtida a barbotina, que tem consistência líquida.


   Em seguida a barbotina é levada para o atomizador para a retirada da água. Exposta a temperaturas altíssimas ela é transformada em pó instantaneamente, e o vapor d’água é liberado pelas chaminés.  Esse pó tem umidade, densidade e tamanho dos grãos controlados rigorosamente para não interferir na qualidade do produto final.


O pó atomizado é então prensado recebendo o formato desejado. O nível de umidade precisa ser exato para que haja uma boa agregação e a peça não desmanche ou quebre durante o restante do processo.  Agora os ‘biscoitos’ cerâmicos – como são chamados – compactados e crus passam por um grande secador, onde o restante da água é retirado e a peça fica pronta para receber o esmalte, que a deixará mais bonita, resistente e impermeável.


Na fase de esmaltação, a peça recebe várias camadas do produto que é previamente preparado, para que o acabamento fique perfeito. Dependendo do modelo pode ser aplicado também algum tipo de decoração serigráfica, que seria como uma estampa ou desenho sobre o esmalte.


O passo seguinte é um dos mais importantes. As peças são levadas para enormes fornos onde ocorre a queima. Esse processo dura cerca de 40 minutos e eleva a temperatura da cerâmica a até 1200 graus e em seguida a reduz bruscamente, até por volta dos 150 graus. Isso garante resistência ao revestimento, para que ele não quebre, descasque, esfarele ou absorva umidade.

       Depois de prontas as peças são revisadas e descartadas em caso de apresentarem alguma imperfeição.  Os defeitos são identificados visualmente por uma pessoa especializada e indicados com uma caneta diferenciada de giz que será reconhecida depois por uma máquina, que se encarregará de fazer a separação.

  O controle de qualidade está presente em todas as etapas da produção, desde o monitoramento da matéria-prima, a força das prensas, temperaturas das máquinas e revisão dos produtos finais, que precisam ser aprovados antes de serem embalados em caixas de papelão, plastificados e finalmente enviados para a distribuição e venda nas lojas, onde chegará ao cliente.
   Pudemos notar que o processo de produção da cerâmica é bastante automatizado, utilizando equipamentos de última geração, transporte dos materiais todo feito por correias, “robôs” que embalam os produtos, etc. Porém existe participação humana nas atividades de controle do processo, inspeção do produto acabado, armazenagem e expedição.


  Outra coisa que nos chamou atenção foi que todos os resíduos da fabricação são reaproveitados. Desde o pó da massa, os cacos, restos da quebra, até a água, que é tratada para ser utilizada novamente. Os detritos são reenviados para as primeiras etapas da produção para que o impacto ambiental seja reduzido, assim como os custos de produção, pois os próprios resíduos são reutilizados como matéria-prima, retornando ao início do ciclo de produção da cerâmica de revestimento.

  Gostaríamos de agradecer a todos da empresa Portobello por abrirem suas portas e principalmente aos colaboradores Jean (técnico em cerâmica) e Grislaine (técnica de segurança) que nos acompanharam durante toda a visitação. Agradecemos também ao nosso diretor Rogério que nos ajudou a tornar a visita possível.

     Observação: Não recebemos autorização para filmar e fotografar o processo, portanto todas as imagens foram retiradas do site da Portobello conforme orientação.

     Esperamos mais uma vez que tenham gostado e que continuem acompanhando o blog! Os comentários estarão sempre à disposição para vocês dizerem o que pensam.
 
  
Obrigado,

Equipe Le Lords.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

POR DENTRO DOS SEGMENTOS INDUSTRIAIS CATARINENSES

      O estado de Santa Catarina é o sexto mais rico do Brasil, controlando 4% da economia do país. Nos últimos anos vem demonstrando um ótimo crescimento econômico, exportando uma grande quantidade de produtos e mostrando que tem um ótimo potencial.

     As principais atividades econômicas que sustentam Santa Catarina são o turismo, a agricultura e pecuária, a pesca, a extração de minérios e a Indústria.

     A Indústria é dividida em vários setores, que são chamados de Segmentos Industriais. Cada um desses segmentos representa uma atividade diferente e todos possuem sua importância para o estado. Ultimamente os setores que vêm se destacando são:

Agroindústria: Abrange todas as atividades de agricultura e pecuária. É um dos setores que mais gera empregos no estado e fornece matéria prima para outros setores como alimentício e têxtil.

Indústria têxtil: É uma das atividades mais tradicionais do estado, praticada desde os períodos de colonização. Representa hoje cerca de 18% da renda gerada pela indústria catarinense e possui um grande mercado nacional e internacional. Alguns grandes nomes locais deste segmento são Hering e Malwee.

Cerâmica: A produção de cerâmica em nosso estado representa cerca de 25% do total nacional e é destaque pela sua qualidade e pelo sucesso no exterior.

Metalomecânica: Reúne todos os processos responsáveis pela transformação de metais em produtos, como eletrodomésticos, máquinas e veículos. Um bom exemplo em nossa região é a gigante WEG Motores que faturou sozinha 5,282 milhões de reais no ano passado.

Indústria alimentícia: A produção de alimentos e bebidas no estado emprega cerca de 95 mil pessoas e possui uma participação de 19,3% no valor da renda industrial, sendo os maiores destaques para as carnes e pescados. Algumas indústrias que se destacam neste segmento são a Seara Alimentos S/A, Sadia S/A e a Brasil Foods S/A.

Indústria de softwares: É um ramo com base tecnológica que vem crescendo recentemente e apresenta um ótimo potencial, já se tornando referência no mercado desde a década de 90.

Indústria calçadista: Somos o terceiro polo calçadista do Brasil. Apenas o município de São João Batista conta com 150 indústrias desse tipo. Quase 89% da produção são destinados ao mercado interno, o restante vai para a América Central, Estados Unidos e Emirados Árabes.



     Depois de fazer essa pesquisa, montamos uma tabela relacionando os segmentos que estudamos e os municípios onde eles apresentam maior relevância:
 
Principais Segmentos Industriais de Santa Catarina
Principais Localidades
 No Estado

Alimentício
Joinville, Balneário Camboriú, Itajaí, Florianópolis.

Turismo

Penha, Itapema, Balneária Camboriú, Porto Belo, Florianópolis, Blumenau, São Joaquim e Lages.
Têxtil

Blumenau, Brusque, Gaspar e Jaraguá do Sul.
Cerâmica e Revestimentos
Tijucas, Joinville, Criciúma e Blumenau.
Calçadista
São João Batista e Sombrio.
Metalomecânica
Blumenau, Joinville, Jaraguá do Sul, Rio Negrinho, São José e Rio do Sul.

Produtos Químicos

Joinville, Blumenau, Brusque, Massaranduba, São José, Pomerode.
Softwares

Florianópolis, Joinville, Tubarão e Chapecó.
Le Lords™

     Escolhemos nos aprofundar no setor da cerâmica e para isso entrevistamos um trabalhador da empresa Portobello Cerâmicas, confira:



     Para aperfeiçoar os serviços e estimular a competitividade na indústria, o SENAI criou o projeto Programas Estruturantes, saiba mais sobre essa ideia clicando aqui.

     Usamos como base informações retiradas dos sites da FIESC, SEBRAE, IBGE e das próprias indústrias. Esperamos que tenham gostado, qualquer dúvida ou sugestão, utilize os comentários!


Obrigado,

Equipe Le Lords



  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS